Presença do CeiED na apresentação dos resultados do PISA 2018

Os investigadores do CeiED, Vítor Rosa, Carla Galego, Teresa Teixeira Lopo e Ana Araújo, estiveram presentes na sessão pública de apresentação dos resultados do PISA 2018, que teve lugar no dia 3 de dezembro de 2019, no Auditório do Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa.

Face aos ciclos anteriores do PISA, Portugal continua a consolidar os resultados obtidos nos três domínios-chave: leitura, ciências e matemática. O background familiar continua a influenciar os resultados dos alunos. No domínio da leitura, por exemplo, os alunos com Estatuto Socioeconómico e Cultural (ESCS) elevado superaram os alunos com o ESCS baixo em 95 pontos no PISA 2018, sendo que a média da OCDE é de 89 pontos.

No âmbito da amostragem no PISA, a taxa mínima de participação de alunos exigida era de 80%, sendo que em Portugal, nesta edição, não cumpriu os requisitos mínimos previstos, alcançando uma taxa de 76%. O envolvimento das escolas, de professores/as e de alunos/as é, justamente, um dos aspetos que está a ser investigado pela equipa do projeto PISA_PT.

 

A propósito da ligação entre nível cognitivo e crescimento do PIB per capita

Foi publicado na revista Compare: A Journal of Comparative and International Education o artigo Is knowledge capital theory degenerate? PIAAC, PISA, and economic growth de Jeremy Rappleye e Hikaru Komatsu. Os autores utilizaram os dados do PIAAC (Programme for the International Assessment of Adult Competencies/ Programa Internacional para a Análise das Competências dos Adultos), estudo comparativo internacional, promovido pela OCDE e dirigido à avaliação das competências da população adulta com idades entre os 16 e os 65 anos, para testar as assunções centrais da Teoria do Capital do Conhecimento, entendida como uma versão extrema da Teoria do Capital Humano. Enquanto a Teoria do Capital Humano parte do pressuposto que as competências (skills) dos adultos, incluindo as cognitivas, afetam o crescimento económico de cada país, a Teoria do Capital do Conhecimento defende que, somente, as competências cognitivas determinam esse crescimento. Os resultados encontrados por Jeremy Rappleye e Hikaru Komatsu refutam essa ligação entre nível cognitivo e crescimento do PIB per capita prevista pelos defensores da Teoria do Capital do Conhecimento, em particular, a OCDE e o Banco Mundial.